Alepe participa de homenagens da campanha “Paternidade Além das Grades”

Em 30/10/2017
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A Alepe recebeu, na última sexta, integrantes da Associação Pernambucana das Mães Solteiras para prestar homenagem aos profissionais e instituições que participaram da campanha “Paternidade Além das Grades”. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a OAB Pernambuco, buscou o incentivo e a possibilidade do reconhecimento paterno para internos do sistema prisional. O presidente da Comissão de Justiça, deputado Waldemar Borges, do PSB, fez a abertura do evento. “Entendemos que foi de grande importância essa participação do Poder Legislativo nessa campanha, uma vez que faz parte, ou talvez seja uma das missões prioritárias desse Poder, exatamente, a garantia dos direitos de cidadania. E esse é um, elementar, que lamentavelmente, aproximadamente 350 mil pernambucanos ainda não têm reconhecido.”

A campanha “Paternidade Além das Grades” foi realizada no mês de março e prestou atendimento no Complexo Prisional do Curado e na Colônia Penal Feminina do Recife, ambos na Zona Oeste. Na Região Metropolitana, o serviço foi prestado no Presídio de Igarassu e no Cotel, em Abreu e Lima. No Cabo de Santo Agostinho, a ação foi realizada na Funase, Fundação de Atendimento Socioeducativo. A dona de casa Maíra da Silva conseguiu o reconhecimento paterno do filho de quatro anos durante o mutirão. Ela relata as dificuldades que enfrentou nas tentativas de registrar o menino. “O próprio pai não pedia DNA, mas o cartório pedia o DNA da criança. Quando não era isso, era falta de documentação. Falta da assinatura do preso. Como é que a pessoa vai conseguir a assinatura do preso se não tem contato com ele nem com a família? Você acaba desistindo, perdendo o estímulo de ir. Mas ia ficar o nome do menino só com o nome da mãe para sempre? Não podia.”

A campanha conseguiu 488 reconhecimentos paternos nas unidades prisionais atendidas. A fundadora e presidente da Associação Pernambucana das Mães Solteiras, Marli Silva, destacou a importância da ação. “A princípio, se o preso não consegue registrar o filho com o nome dele, o filho não pode entrar na unidade para visitá-lo. Só isso já é um grande avanço, porque ele é o pai da criança e precisa manter esse vínculo, esse contato com o filho, porque mesmo a pessoa presa, não perde o direito paterno. E a gente percebe, hoje, a alegria de pais, mães e seus filhos.”

A campanha contou com o apoio de instituições como a Defensoria Pública do Estado, a Secretaria Estadual da Mulher, Prefeitura do Recife e Universidade Católica de Pernambuco, entre outras. As entidades receberam uma homenagem em reconhecimento à atuação.